hCG

hCG

Poucas substâncias têm recebido tão pouca atenção com relação a seu potencial terapêutico quanto a hCG (gonadotrofina coriônica humana). Descoberta na urina humana de mulheres grávidas, milhares de artigos já foram publicados mencionando sua ação sobre as gônadas, mas poucos  investigam seu potencial terapêutico, incluindo no Sarcomade Kaposi, asma, psicoses, arteriopatias, talassemia, osteopenia e glaucoma.

O hCG é o hormônio glicoproteico normalmente secretado pelas células trofoblásticas de duas cadeias diferentes traduzidas separadamente, mas presumivelmente de forma coordenada, chamadas subunidades alfa e beta.

O primeiro relato do hCG e obesidade foi publicado em 1954 no The Lancet, por um médico britânico, Dr. A.T.W. Simeons. Após esta publicação, o hCG foi considerado durante vários anos como uma terapia útil na obesidade. Sua popularidade se manteve até a condução de uma série de estudos, entre os quais três deles concluíram que o hCG não teria uso nessa doença.

De acordo com as bases farmacológicas postuladas, a via de administração pode influenciar na atividade biológica do medicamento. Todos os estudos prévios com hCG foram realizados com a administração do hCG na forma de injeções. Um dos autores deste estudo teorizou que um aumento da dose e uma mudança na via de administração do hCG para a via sublingual-enteral poderia modificar a atividade farmacológica do hCG.

O objetivo deste estudo foi determinar a utilidade de uma apresentação oral de hCG para o controle da obesidade.

Métodos
O estudo duplo-cego contou com a participação de mulheres obesas voluntárias que foram submetidas à administração de hCG mais uma DBC (dieta de baixíssima caloria). O que se sugeriu é que a combinação de hCG oral e DBC poderia não só desencadear alterações clinicamente significativas na retenção de gordura subcutânea, mas também simultaneamente reduzir o peso corporal e modelar o contorno do corpo.

No total, setenta pacientes foram divididos aleatoriamente em grupos de tratamento, sejam eles, o grupo do placebo (n = 26) e da hCG (n = 44). Este último foi ainda dividido em dois subgrupos: G1 (n = 36) e G2 (n = 8), de acordo com a dose de hCG administrada, onde o G2 recebeu o dobro da dose do G1 com o intuito de avaliar se a concentração de hCG afetaria os resultados obtidos.

Foram preparados dois tipos de frascos: um contendo solução salina (NaCl 0,9%) e outro contendo solução (salina) diluída de hCG padronizado comercial. A solução de hCG foi preparada com um tampão de bicarbonato de sódio e glicerina.

Os voluntários do grupo G1 receberam uma solução diluída de hCG (125 UI) duas vezes ao dia, num total de 250 UI, sendo uma das doses administrada antes do café da manhã (em jejum) e a outra, 1 hora antes do jantar.

Os voluntários do grupo G2 receberam duas vezes a quantidade do grupo 1: 250 UI duas vezes a dia, num total de 500 UI.

Resultados
A administração de hCG oral provou ser um procedimento seguro e eficaz em voluntários obesos tratados. Não foram observados efeitos colaterais durante o estudo.

Com relação à perda de peso, foram encontrados resultados semelhantes, com ou sem hCG. O hCG mais a dieta diminuíram significativamente as circunferências do quadril e abdômen do que somente o uso de dieta.

As taxas de resposta em uma série de medidas da espessura das dobras da pele também foram Melhores com hCG e DBC. Houve também melhora de parâmetros relacionados ao humor com o uso de hCG.

Conclusões

  1. As mulheres obesa voluntárias que participaram do estudo duplo-cego e submetidas à administração da apresentação oral de hCG e de dieta de baixa ingestão de caloria, diminuíram circunferências específicas do corpo e da espessura das dobras de pele de forma mais eficiente que o grupo placebo + dieta de baixa ingestão de caloria. Os autores sugeriram que a combinação de dieta de baixa caloria com hCG oral (sublingual-enteral) poderia não somente desencadear alterações clinicamente significantes na gordura subcutânea armazenada, mas simultaneamente diminuir o peso corporal e modular o contorno corporal.
  2. A administração oral de hCG demonstrou ser segura e eficaz nos voluntários obesos tratados. Não foram observados efeitos adversos durante o estudo. Não há relato na literatura relacionado a esta via de administração para comparar estes achados.
  3. Comparado com os indivíduos do grupo placebo, os voluntários tratados com a administração oral de hCG lidaram de forma mais eficiente coma situações diárias irritantes, apresentaram um melhor humor e administraram conflitos familiares.

Este estudo parece contradizer as conclusões anteriores a respeito do hCG e obesidade.

EXEMPLO DE FÓRMULA

Gotas sublinguais com hCG

hCG........................................ 125 -250 UI / 0,5mL

Veículo aquoso...................... QSP 15mL

Indicação: Tratamento auxiliar da obesidade.

Posologia: 250UI-500UI /dia, fracionados em duas doses, administradas via sublingual, pela manhã e à noite.


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